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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Acusado de corrupção na máfia da merenda Capez deve trocar PSDB pelo PSB



Acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por suposta ligação com a máfia da merenda em São Paulo, o deputado estadual e promotor,  Fernando Capez deve deixar o PSDB depois de 12 anos. O parlamentar tem conversas avançadas para se lançar a federal neste ano pelo PSB, partido do vice-governador Márcio França, de quem se aproximou nos últimos meses.

Em seu terceiro mandato, o ex-presidente da Assembleia Legislativa negocia a mudança desde setembro passado. França deve assumir o governo em abril com a saída de Geraldo Alckmin (PSDB) para disputar a Presidência e já se lançou candidato à reeleição.

 Capez se sentiu traído por líderes do partido após o escândalo da merenda, em 2016. Nesta semana, ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual acusado de ter recebido propina por contratos da Secretaria Estadual da Educação.
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Assembleia de Mato Grosso abre CPI para investigar governador Pedro Taques (PSDB)


Com onze votos da base governista, a Assembleia Legislativa do Mato Grosso abriu uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) durante a gestão do governador Pedro Taques (PSDB). Na terça-feira, 16, em sessão extraordinária, foi lido em plenário, requerimento com assinatura de 15 deputados para a abertura oficial das investigações.

O Fundeb é composto por recursos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e verbas do Fundo de Participação do Município (FPM) e Fundo de Participação Estadual (FPE). Há suspeita que recurso do Fundeb esteja sendo usado para quitação de salários e outros fins. Segundo o deputado Oscar Bezerra (PSB), em torno de R$ 800 milhões são gerados só pelo Fethab da produção da soja e "o dinheiro não entra nos cofres do governo".

Delação

O governador Pedro Taques é um dos citados na delação do ex-governador do Estado Silval Barbosa (sem partido), que o acusou de uso de caixa dois nas eleições de 2014. Em delação, Barbosa afirmou que ele recebeu R$ 2,5 milhões "por fora". Taques nega todas as denúncias e se disse tranquilo. Com relação ao uso de caixa dois, ele afirma que as acusações são uma "vingança do ex-governador que deseja lhe prejudicar politicamente". Barbosa cumpre, atualmente, prisão domiciliar monitorado por tornozeleiras.

O governador tucano  também teve o nome envolvido num esquema de fraudes em licitações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com objetivo de quitar dívidas de campanha. Há também outra investigação envolvendo o governo estadual de grampos ilegais com interceptações telefônicas contra políticos, jornalistas e magistrados. Por essa denuncia, Taques é alvo de investigação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Juiz rejeita pedido de indenização de Temer contra Joesley e manda Michel Temer pagar R$ 60 mil



O juiz Jayder Ramos de Araújo, da 10ª Vara Cível de Brasília, rejeitou o pedido de indenização apresentado pelo presidente Michel Temer contra o empresário Joesley Batista, preso na Operação Lava Jato. Temer cobrava indenização de R$ 600 mil por danos morais após ter sido chamado por Joesley, em entrevista à revista Época, como o chefe de “a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil”. As informações são do Congresso em Foco

Jayder julgou a ação improcedente, por considerar que não houve dano à imagem do presidente, e determinou que o peemedebista pague as custas processuais e os honorários advocatícios, em valor equivalente a 10% da causa, ou seja, R$ 60 mil. A decisão foi tomada pelo magistrado na última sexta-feira (12) e será publicada no site do Tribunal de Justiça do Distrito Federal assim que for acessada pelas duas partes.

Na entrevista, o empresário disse que Temer não fazia cerimônia para lhe pedir dinheiro em nome do PMDB. Ele também acusou o presidente de trabalhar para estancar a Lava Jato. A relação com o executivo custou ao peemedebista duas denúncias criminais por corrupção, organização e obstrução da Justiça, ambas barradas pela Câmara. Os casos só poderão ser examinados pela Justiça após a saída dele do mandato presidencial.

De acordo com o juiz, as declarações dadas por Joesley à revista já eram “públicas e notórias” por conta da delação dos executivos da J&F e da quebra do sigilo dos autos. Jayder entendeu que que a honra de Temer não foi atingida pela reportagem, porque não ficou configurado crime nem dano moral ao peemedebista. O Congresso em Foco procurou o Palácio do Planalto, que ainda não se posicionou sobre a decisão.

“Homem honrado”

Na ação, os advogados Antônio Mariz e Renato Ramos alegam que a indenização serviria de “desestímulo” para novas ofensas do delator e apresentam Michel Temer como “homem honrado, com vida pública irretocável, respeitado no meio político e jurídico”. De acordo com a defesa, o presidente “nunca, jamais sofreu qualquer condenação judicial, ou mesmo foi acusado formalmente de obter qualquer vantagem indevida”.

Essa foi a segunda derrota de Temer na disputa judicial com Joesley. Em junho do ano passado, o juiz federal Marcos Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, já havia negado pedido de indenização feito pelo presidente por injúria, calúnia e difamação. Para o magistrado, o empresário apenas relatou os fatos no contexto de seus depoimentos de delação premiada.

“Tem que manter isso”

Joesley está preso desde setembro do ano passado, sob a acusação de ter violado o acordo de delação premiada ao omitir a participação do ex-procurador Marcello Miller em seu processo. Ao determinar a prisão, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu que havia indícios de que as delações ocorreram de maneira “parcial e seletiva”.

Em conversa gravada no Palácio do Jaburu, em encontro fora da agenda em março, Temer ouviu a confissão de crimes por parte de Joesley, mas, em momento algum, repreendeu o empresário. Entre outras coisas, o empresário admitiu que trabalhava para obstruir a Justiça e calar o ex-deputado cassado Eduardo Cunha (MDB) com o pagamento de mesada para impedir que o peemedebista fizesse delação premiada. “Tem que manter isso, viu”, disse Temer na ocasião.
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Pela democracia e pelo direito de Lula ser candidato



No Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro no Ato em Defesa do Direito de Lula de ser candidato.


Lula está  participando  de ato com artistas e intelectuais, no Rio de Janeiro.
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Lula participa de encontro com artistas e intelectuais na quinta-feira em SP



Lula deve participar na próxima quinta-feira, 18, em São Paulo, de um encontro com artistas e intelectuais.

 Hoje, ele participa de outro ato com artistas e intelectuais, no Rio de Janeiro. Como confirmou à o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, a ida do ex-presidente a Porto Alegre estava condicionada à possibilidade de ele ser ouvido no julgamento. Lula queria ir  no julgamento no Paraná. No entanto, o desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4, negou hoje pedido feito pela defesa.

Manifesto

Até a tarde de quinta-feira, 1800 argentinos já tinham assinado o manifesto  exigindo a participação de Lula nas eleições do Brasil.

Máfia da merenda: Ministério Público de SP denuncia Fernando Capez (PSDB)



O deputado estadual Fernando Capez (PSDB) foi denunciado, segunda-feira (15), pelo Ministério Público de São Paulo, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso da "máfia da merenda". Capez, que é ex-presidente da Assembleia Legislativa de SP, foi denunciado com mais oito pessoas no âmbito da Operação Alba Branca, deflagrada em janeiro de 2016.

A investigação apura desvio de R$ 1,11 milhão no fornecimento de merenda escolar, que teria sido usado na campanha do tucano em 2014. Ainda segundo a denúncia, Capez teria solicitado vantagem indevida de representantes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), através do assessor parlamentar Jeter Rodrigues Pereira.

O MP pede a suspensão imediata do mandato de Capez e suas funções como procurador de Justiça. “Não bastasse o risco à ordem pública gerado pelas condutas do denunciado Fernando Capez, não se pode olvidar que os poderes inerentes aos cargos ocupados podem ser indevidamente utilizados por ele para constranger testemunhas e conturbar a colheita da prova”, diz o despacho, que ainda pediu o bloqueio de bens no valor de R$ 2,27 milhões como reparação, o equivalente ao dobro dos recursos desviados.

Foram denunciados também dois ex-assessores do seu gabinete, dois integrantes da Secretaria da Educação e quatro pessoas ligadas à Coaf. Entre os denunciados está o lobista Marcel Ferreira Julio, que fechou acordo de delação premiada.
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Lula participará de evento da FAO sobre combate à fome na Etiópia



O ex-presidente Lula viajará à Etiópia, na África. No dia  26 , Lula embarcará para Adis Abeba, capital da Etiópia, para participar de um evento sobre combate à fome, organizado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), entidade que tem sede em Roma e é chefiada pelo brasileiro José Graziano.O convite para o evento foi feito em outubro, e ele decidiu manter o compromisso. 

Em 2011, Lula gabou o prêmio World Food Prize 2011, ao lado de John Kufuor, ex-presidente de Gana.

O nome de Lula foi anunciado em uma cerimônia no Departamento de Estado americano, em Washington, com a presença da secretária Hillary Clinton.

O prêmio, instituído em 1986 pelo Nobel da Paz Norman Borlaug, reconhece pessoas que “contribuem para o avanço do desenvolvimento humano ao melhorar a qualidade, quantidade e disponibilidade de alimentos no mundo”.

Fome Zero

 Lula e Kufuor foram escolhidos “por seu comprometimento pessoal e liderança visionária” durante o período que exerceram a Presidência “ao criar e implementar políticas de governo para aliviar a fome e a pobreza em seus países”.

“Durante os oito anos de seu governo, o comprometimento e a visão do presidente Lula conquistaram reduções dramáticas na fome, pobreza extrema e exclusão social, melhorando imensamente as vidas do povo do Brasil”, afirma a fundação.

A World Food Prize Foundation cita o sucesso dos programas de combate à fome no Brasil – encabeçados pelo Fome Zero – durante os dois mandatos de Lula e ressalta que durante seu governo o país reduziu pela metade a proporção de pessoas que passam fome e também o percentual de brasileiros vivendo em pobreza extrema.
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Antes de responder perguntas da PF sobre corrupção, Temer se reúne com o diretor-geral da Polícia Federal



Na manhã desta segunda-feira (15), o presidente Michel Temer se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, no Palácio do Planalto. O subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, também participou da reunião.

O encontro não estava inicialmente na agenda oficial, mas as informações são de que Segovia foi apresentar a Temer um plano de segurança nacional.

Temer tem até o dia 19 deste mês (próxima sexta-feira) para responder as 50 perguntas feitas pela Polícia Federal sobre supostas irregularidades na edição de um decreto que beneficiou empresas do setor de portos. As perguntas foram enviadas a Temer no dia 3 de janeiro.

Na semana passada, o presidente se reuniu com seu advogado Antonio Carlos Mariz para discutir a estratégia da defesa. Além de Temer, são investigados Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor de Temer e ex-deputado federal, e Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente, dono e diretor da empresa Rodrimar. Nas perguntas, Rocha Loures é citado 38 vezes.
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Luciano Huck, a Globo e a memória seletiva dos 'novos'políticos'




Não é de hoje que o todo queridinho da Globo mostra pretensões políticas. Em 2007, durante o governo do presidente Lula, o apresentador que hoje se diz representar “o novo”, o “não político”, nem esquerda e nem direita, se engajou ferozmente na campanha para retirar R$ 40 bilhões (valores da época) por ano do orçamento do SUS, detonando a CPMF.

Fazendo a vez do pato amarelo, Huck se apresentou como mestre de cerimônia “voluntário” para um show gratuito promovido pela FIESP.... Continue lendo aqui

domingo, 14 de janeiro de 2018

Temer cumpre só 13,5% da meta do Minha Casa para os mais pobres


Michel Temer descumpriu em 2017 a primeira meta do seu governo para o Minha Casa Minha Vida, programa de habitação popular que foi usado como uma das principais vitrines das gestões petistas. No ano passado, o governo se comprometeu a bancar a construção de apenas 23 mil moradias destinadas a famílias que ganham até R$ 1,8 mil.

 Isso representa apenas 13,5% da meta de 170 mil, segundo dados obtidos pelo Estadão/Broadcast. O governo também descumpriu a meta geral do Minha Casa para todas as faixas de renda. Somando as quatro faixas do programa, a gestão Temer firmou contratos para financiar com juros mais baixos - e subsidiar, no caso, dos mais pobres - 442,2 mil unidades habitacionais no ano passado: 72,5% da meta de 610 mil. 

Em 2013, auge do programa, criado em 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governo se comprometeu em financiar 913 mil unidades. Nessa primeira fase, a União assina o contrato com a construtora responsável pela obra. Mas até as casas ficarem prontas e serem entregues aos beneficiados leva em torno de um ano e meio. O Ministério das Cidades, responsável por gerir o programa, admite que não cumpriu a meta.

No início do ano, o ministro revogou portaria de seu antecessor, Bruno Araújo (PSDB-PE), que autorizava o subsídio para mais 54 mil unidades da faixa 1 no ano passado. Com isso, ficaram apenas as 23 mil casas. Guilherme Boulos, membro da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), classifica como um "descalabro" o desempenho do governo Temer no programa e prometeu "inúmeras mobilizações" neste ano para reverter a paralisia do programa. "Visivelmente houve uma decisão do governo de desvalorizar a faixa 1, o que significa liquidar o Minha Casa como programa social."

Segundo ele, as moradias destinadas às famílias das chamadas faixas 2 e 3 (que ganham até R$ 9 mil) não podem ser classificadas como programa social, mas como financiamento imobiliário. "A faixa 1 - liquidada pelo presidente Temer - atende a famílias que ganham menos que três salários mínimos, correspondente a quase 80% do déficit habitacional brasileiro." Para o vice-presidente de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, a saída para o programa é investir mais na faixa batizada de 1,5 (destinada a famílias que ganham até R$ 2,6 mil).

Nessa modalidade, as famílias têm um desconto de até R$ 45 mil na aquisição de um imóvel, de acordo com a localidade e a renda. Os juros do financiamento também são subsidiados, mas 90% do subsídio é dado pelo FGTS; só 10% são da União. "O dinheiro público para a construção de uma casa da faixa 1 constrói até quatro casas na faixa 1,5", diz.
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Gilmar Mendes é hostilizado em Portugal: ‘A gente pede pra Deus te levar pro inferno’



Enquanto esteve de férias em Lisboa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, não teve descanso. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o magistrado sendo hostilizado na capital de Portugal.

Nas imagens, o ministro aparece sozinho em frente ao tradicional restaurante e confeitaria Benard, quando mulheres começam a atacá-lo verbalmente. “O senhor é de uma injustiça imensurável. Inclusive, o senhor deve estar querendo se disfarçar aqui, andando como um comum dos mortais, coisa que não é”, afirma uma das mulheres, enquanto a outra filma. “O senhor não tem vergonha do que faz pelo país?”, indaga.

Desconcertado, Gilmar Mendes apenas ri. Outra mulher é ainda mais incisiva: “Que vergonha, a gente pede a Deus para levar o senhor para o inferno”.  O dia em que o registro foi feito, no entanto, é desconhecido. Gilmar Mendes passa as férias em Portugal
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Metade dos ministros de Temer é investigada pela Comissão de Ética da Presidência



Dos 28 ministros do governo de Michel Temer, 14 são investigados pela Comissão de Ética Pública da Presidência. De acordo com levantamento da Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo,   os processos foram instaurados ao longo de um ano e oito meses de governo e ainda estão sendo conduzidos pelos conselheiros.

 Ainda segundo a publicação, a maior parte dos ministros é implicada em  duas denúncias. Uma delas foi feita pelo PT, que acusa titulares das pastas de receberem os cargos após darem votos favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff.

 Já a outra investiga denúncia de que pré-candidatos usaram agendas oficiais para privilegiar suas bases eleitorais nos Estados. Principais articuladores do núcleo duro do Planalto, Moreira Franco (Secretaria da Presidência), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Carlos Marun (Secretaria de Governo) são alvos de denúncias.
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Ibope: 90% dos eleitores não votariam em candidato que defende governo Temer


Aliados ao governo Michel Temer têm dito que, para ganhar apoio do Palácio do Planalto nas eleições presidenciais deste ano, o candidato precisará defender o legado do peemedebista. No entanto, assumir tal postura pode ser um tiro no pé para aquele que pretende ser presidente da República. 

De acordo com uma pesquisa feita pelo Ibope, 90% dos eleitores não votariam em um candidato que defenda o governo Temer. Apenas 5% responderam que dariam voto a um defensor do presidente. O levantamento foi feito entre 9 e 17 de dezembro, nas dez maiores capitais do Brasil, com usuários de internet das classes A, B e C, segundo o blog de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

 Em relação ao nível de corrupção no país, os brasileiros acham que não diminuiu. 42% e 44% avaliam que a situação é a mesma no governo Temer é igual ou pior do que a registrada nos governos Lula e Dilma. Somente 8% dos entrevistados consideram que hoje a roubalheira diminuiu.
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Emendas parlamentares são espécie de 'fraude oficial' na Justiça eleitoral



Os R$ 10 bilhões que Michel Temer vai liberar para indicações de deputados têm a finalidade divulgada pelo governo e uma segunda, de efeitos mais importantes, nunca mencionada. A primeira é a compra de votos na Câmara para tentar a aprovação do remendo na Previdência. A velha chantagem do "é dando que se recebe". A segunda é uma interferência nas eleições. Digamos, uma "fraude oficial", a primeira das fraudes que haverá na compra de cabos eleitorais e de votos, nas verbas partidárias e contribuições embolsadas e, claro, nas contabilidades para a Justiça Eleitoral.

O mecanismo é simples. A quota financeira liberada para um deputado pelo Tesouro Nacional, seguindo indicação de nome e montante pela Presidência, corresponde a uma proposta do parlamentar incluída no Orçamento da União, a chamada emenda. No Estado e no município recebedores, a liberação é festejada como vitória do deputado. Passa a ser a bandeira, ou uma delas, na propaganda do parlamentar. Assim é pelo país afora.

Em ano eleitoral, como 2018, esse mecanismo é um trunfo, com frequência decisivo, do parlamentar contra os concorrentes não agraciados pelo governo. Sobretudo contra os novos. E, portanto, contra a renovação do Congresso.

Os pacotões do "é dando que se recebe" são alvos costumeiros de repulsas fortes. Não o atual, porque está vendido à imprensa como recurso para a "reforma" da Previdência. Mas sua aceitação é também a do despejo antecipado e camuflado de R$ 10 bilhões na disputa eleitoral, favorecendo deputados (mal) escolhidos. E quando ações eleitorais ainda estão proibidas.

Diante dessa "fraude oficial", inabordável pela Justiça Eleitoral e efetivada com dinheiro público –o mesmo cortado para saúde, educação, saneamento, ciência, segurança– a palavra fraude hostilizada é a que se encaminha para as 200 mil assinaturas em seu apoio, como peça-chave do documento "Eleição sem Lula é fraude". Reduzida entre nós a mínimas notícias, essa argumentação está divulgada e assinada no exterior por intelectuais, artistas e professores (calma, de todos os gêneros, sim) com nomes expressivos.

Substituir a palavra é uma possibilidade para os desagrados. O que as evidências, em número enorme, não admitem a sério é negar que a ausência forçada de Lula na eleição presidencial resultaria de um processo em que não faltaram anomalias judiciais, arbitrariedades acobertadas pela alta hierarquia do Judiciário e do Ministério Público e uma campanha de opinião como poucas foram vistas. São fatos e ficaram com sua comprovação registrada para dirimir nossas divergências e para a história.

Tais fatores terminaram por fazer, acima dos processos judiciais, um processo político. Agora mesmo, Sergio Moro e seu grupo de procuradores dispensam-se de mandar à perícia a nova leva de recibos que exigiram. "É claro que são falsos." Mas a obrigação é mandar ao teste pericial. O que está usado na condenação é mero palpite, a denotar um tratamento que não é dado a outros processos e investigados. E se o dono do apartamento vizinho de Lula recebeu aluguéis e não os declarou ao Imposto de Renda, precisando negá-los? Plausível, a hipótese não foi investigada, por incompatível com a pretensiosa opinião do juiz e dos procuradores.

Ninguém pode negar que seja no mínimo suspeita a condução desse caso tão brasileiro, por suas afinidades judiciais, políticas e social-elitistas com o passado de nossas instituições ditas republicanas. E já, mal começado o ano eleitoral, com R$ 10 bilhões a contribuírem para sua continuidade, tais como são. Artigo de Janio de Freitas

Em artigo, William Waack nega ser racista, mas começa o texto acusado negro de ladrão


O jornalista William Waack quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre a demissão da Rede Globo, após o vídeo em que foi flagrado proferindo uma fala racista . Em artigo para o jornal Folha de S. Paulo, Waack negou ser racista.  mas começa o texto acusando o rapaz negro de ladrão: "Se os rapazes que roubaram a imagem da Globo e a vazaram na internet tivessem me abordado, naquela noite de 8 de novembro de 2016, eu teria dito a eles a mesma coisa que direi agora: "Aquilo foi uma piada"

Para quem não se lembra, em 8 de novembro, há pouco mais de dois meses, vazou um vídeo, gravado um ano antes, no qual Waack, em Washington, reclama do barulho de uma buzina na rua e diz: “Tá buzinando por quê, seu merda do cacete?... Não vou nem falar, porque eu sei quem é… é preto. Coisa de preto!”

“Durante toda a minha vida, combati intolerância de qualquer tipo —racial, inclusive—, e minha vida profissional e pessoal é prova eloquente disso. 

Autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: ‘Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português’, escreveu o jornalista. Ainda de acordo com ele, o comentário que o fez perder o emprego foi uma “brincadeira". “Aquilo foi uma piada —idiota, como disse meu amigo Gil Moura—, sem a menor intenção racista, dita em tom de brincadeira, num momento particular.

 Desculpem-me pela ofensa; não era minha intenção ofender qualquer pessoa, e aqui estendo sinceramente minha mão." No artigo, Waack ainda admite existir racismo no Brasil e diz ter amigos negros. “Não digo quais são meus amigos negros, pois não separo amigos segundo a cor da pele. Assim como não vou dizer quais são meus amigos judeus, ou católicos, ou muçulmanos. Igualmente não os distingo segundo a religião —ou pelo que dizem sobre política”, defendeu. Para o jornalista, sua demissão ocorreu porque a “mídia tradicional” tem cedido à “gritaria dos grupos organizados” para, segundo ele, “proteger a própria imagem institucional”.  “Entender esse fenômeno parece estar além da capacidade de empresas da dita ‘mídia tradicional’.

 Julgam que ceder à gritaria dos grupos organizados ajuda a proteger a própria imagem institucional, ignorando que obtêm o resultado inverso (o interesse comercial inerente a essa preocupação me parece legítimo)”, critica. No artigo, o ex-global também sugere que o posicionamento dos veículos é motivado por “covardia”. “Por falta de visão estratégica ou covardia, ou ambas, tornam-se reféns das redes mobilizadas, parte delas alinhada com o que "donos" de outras agendas políticas definem como "correto".

Ao fim do texto, Waack faz um reflexão sobre o que considera ter sido “piada”. “Admito, sim, que piadas podem ser a manifestação irrefletida de um histórico de discriminação e exclusão. Mas constitui um erro grave tomar um gracejo circunstanciado, ainda que infeliz, como expressão de um pensamento”. E conclui: “Tenho 48 anos de profissão. Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui”.

....
Racismo agora é chamado de "irreverência" e "piada de português". Waack perdeu contato com a realidade e mostra que não aprendeu nada com o episódio. Tinha uma grande chance de fazer uma autocrítica, preferiu usar o caminho equivocado: atacar os supostos adversários. Não sei onde seus adoradores veem o melhor "jornalista" do Brasil. Não foram as redes sociais que destruiram a carreira de Waack, ele se prejudicou sozinho.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Ministro do TCU defende candidatura de Lula nas eleições deste ano


O vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, defendeu, nesta quinta-feira, 11, a candidatura do ex-presidente Lula à Presidência da República.José Múcio considerou o nome de Lula primordial para o bem da democracia e para o cenário político nacional.

"Temo que ele seja impedido sem que haja prova inconteste, quem ganhar vai ter muita dificuldade de governar se isso acontecer", disse em entrevista a uma rádio pernambucana.


Bolsonaro emprega servidora fantasma que vende açaí em Angra



O presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) usa verba da Câmara dos Deputados para empregar uma vizinha dele em um distrito a 50 km do centro de Angra Dos Reis (RJ).

A servidora tem um comércio de açaí na mesma rua onde fica a casa de veraneio do deputado, na pequena Vila Histórica de Mambucaba.

Segundo moradores da região, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade um comércio, chamado "Wal Açaí".

Walderice Santos da Conceição, 49, figura desde 2003 como uma dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.351,46.

Segundo moradores da região, o marido dela, Edenilson, presta serviços de caseiro para Bolsonaro.

O deputado federal mora na Barra Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, e tem desde o final dos anos 90 uma casa de veraneio em Mambucaba.

A Folha falou com moradores da vila, que tem cerca de 1.200 habitantes, segundo a Prefeitura de Angra.

Foram colhidos quatro relatos gravados de moradores confirmando que o marido de Walderice é o caseiro do imóvel de veraneio de Bolsonaro.

As portas do estabelecimento "Wal Açaí", na mesma rua, foram fechadas às pressas nesta quinta-feira (11) assim que se espalhou a presença de repórteres na região.

MUDANÇA DE CARGOS

Os registros oficiais da Câmara dos Deputados mostram que a secretária parlamentar de Bolsonaro passou nesses 15 anos por uma intensa mudança de cargos no gabinete, foram mais de 30.

Em 2011 e 2012 ela alcançou alguns dos melhores cargos –são 25 gradações–, chegando ao topo, SP-25, no segundo semestre de 2012. A função, com salário que pode chegar a R$ 14,3 mil, é normalmente reservada a chefes de gabinete.

A reportagem da Folha esteve em Mambucaba na manhã desta quinta-feira para procurar a funcionária de Bolsonaro.

No caminho para a casa de Walderice, a reportagem a viu saindo da casa do deputado, foi chamada, mas pediu "um minutinho" e entrou de volta no local.

Minutos depois, um outro vizinho de Bolsonaro abriu a porta convidando a Folha para entrar. "Venham conhecer o homem". O presidenciável apareceu em seguida, com um outro auxiliar, que estava com o celular gravando a situação.

Quem estava com as chaves era justamente o marido de Wal.

"Tem jabuticaba aí, Edenilson?", perguntou o presidenciável.

De acordo com depoimentos colhidos pela Folha, o marido da funcionária de Bolsonaro pintou a casa de veraneio recentemente. Da Folha